Livre reprodução da experiência de Lev Kuleshov realizada por alguns alunos do Colégio TOGO RENAN que participaram do Workshop SPECTACULU -- UNIBANCO / VÍDEO (2010).
domingo, 5 de dezembro de 2010
07) Efeito Kuleshov / Bocaiúva Cunha
Livre reprodução da experiência de Lev Kuleshov realizada por alguns alunos do Colégio Bocaiúva Cunha que participaram do Workshop SPECTACULU -- UNIBANCO / VÍDEO (2010).
quarta-feira, 14 de julho de 2010
06) Efeito Kuleshov / Diuma Madeira
Livre reprodução da experiência de Lev Kuleshov realizada por alguns alunos do Colégio Diuma Madeira que participaram do Workshop SPECTACULU -- UNIBANCO / VÍDEO (2010).
sexta-feira, 9 de julho de 2010
05) Efeito Kuleshov / CIEP Hélio Pellegrino
Livre reprodução da experiência de Kuleshov realizada por alguns alunos do CIEP Hélio Pellegrino que participaram do Workshop SPECTACULU – UNIBANCO / VÍDEO (2010).
terça-feira, 29 de junho de 2010
04) Efeito Kuleshov
Lev Kuleshov foi um cineasta russo e um grande estudioso de teorias cinematográficas que ajudou a fundar e ensinou na primeira escola de cinema do mundo, a Escola de Cinema de Moscou.
O Efeito Kuleshov consistiu em demonstrar o poder da montagem cinematográfica, na medida em que esta era plenamente capaz de conseguir dar significados a uma tomada pela justaposição com uma outra, quando, a primeira, pura e simplesmente, não significaria nada.
Para isto o teórico elaborou o Experimento (ou Experiência) Kuleshov, filmando uma tomada do ator, Ivan Mozjukhin, e, repetidas vezes, intercalando-a com imagens diferentes. Entre elas uma moça, um prato de sopa e o caixão de uma mulher... O resultado foi exatamente o esperado. Um depoimento de Pudovkin dá a idéia de como a experiência deu certo. Ele descreveu a reação do público
"impressionado pela atuação... A fome aparente ao ver o prato de sopa; sua seriedade e tristeza em relação à mulher morta; e sua reflexão ao ver a moça". Mas na verdade, o ator aparecia sempre na mesma tomada, feita com total neutralidade e falta de expressão.
Entre seus discípulos estiveram dois famosos diretores russos que aplicaram, desenvolveram e expandiram suas idéias: Serguei Eisenstein e Vsevolod Pudovkin.
O Efeito Kuleshov consistiu em demonstrar o poder da montagem cinematográfica, na medida em que esta era plenamente capaz de conseguir dar significados a uma tomada pela justaposição com uma outra, quando, a primeira, pura e simplesmente, não significaria nada.
Para isto o teórico elaborou o Experimento (ou Experiência) Kuleshov, filmando uma tomada do ator, Ivan Mozjukhin, e, repetidas vezes, intercalando-a com imagens diferentes. Entre elas uma moça, um prato de sopa e o caixão de uma mulher... O resultado foi exatamente o esperado. Um depoimento de Pudovkin dá a idéia de como a experiência deu certo. Ele descreveu a reação do público
"impressionado pela atuação... A fome aparente ao ver o prato de sopa; sua seriedade e tristeza em relação à mulher morta; e sua reflexão ao ver a moça". Mas na verdade, o ator aparecia sempre na mesma tomada, feita com total neutralidade e falta de expressão.
Entre seus discípulos estiveram dois famosos diretores russos que aplicaram, desenvolveram e expandiram suas idéias: Serguei Eisenstein e Vsevolod Pudovkin.
domingo, 6 de junho de 2010
03) PLANO / DECUPAGEM (01/06/10)
No momento da filmagem, o plano inicia-se sempre que a câmera é ligada para a captação de imagens e termina quando ela é desligada. Neste sentido, a noção de plano confunde-se muitas vezes com a de tomada (take). No entanto, no cinema de ficção, um mesmo trecho narrativo pode ser encenado e filmado várias vezes de um mesmo ponto de vista, constituindo várias tomadas (takes) de um mesmo plano. Portanto, na filmagem, cada tomada (take) é uma tentativa de rodar um plano. Se por exemplo você precisar repetir a filmagem de um único plano três vezes você ira identificar da seguinte forma:
Ex:
Plano 01 / Take 01 (primeira tentativa)
Plano 01 / Take 02 (segunda tentativa)
Plano 01 / Take 03 (terceira tentativa)
No processo de montagem, partes do início e do final de cada plano rodado são eliminadas, sendo determinada a sua duração definitiva, atendendo a critérios de ritmo e fluência. Um único plano pode ser dividido em trechos menores e dar origem a dois ou mais planos, que serão intercalados com outros dentro de uma cena ou sequência.
Além disso, se foram rodadas várias tomadas de cada plano, o montador deverá escolher qual delas é a melhor, levando em conta critérios de interpretação dos atores, qualidade técnica da fotografia, movimentos de câmara, som, enquadramento, etc. Portanto, na montagem, cada tomada é uma opção de plano.
No filme finalizado, o plano não será mais um trecho inteiro de filme rodado, mas apenas o trecho selecionado pelo montador. O plano é então percebido como um trecho de filme situado entre dois cortes.
Por outro lado, no filme pronto o plano não é mais um conjunto de tentativas de filmagem ou de opções de montagem, mas uma única escolha, montada em sequência com os demais planos do filme.
Tipos de plano em relação ao enquadramento:
• Plano geral: mostra uma paisagem ou um cenário completo.
• Plano de conjunto: mostra um grupo de personagens.
• Plano médio: mostra um trecho de um ambiente, em geral com pelo menos um personagem em quadro.
• Plano americano: mostra um único personagem enquadrado não de corpo inteiro (da cabeça até a cintura, ou até o joelho).
• Primeiro plano: mostra um único personagem em enquadramento mais fechado que o plano americano (em muitas situações, o primeiro plano é considerado sinônimo de close-up).
• Plano próximo, grande plano ou close-up (ou apenas close): mostra o rosto de um personagem.
• Plano detalhe: mostra uma parte do corpo de um personagem ou apenas um objeto.
Decupagem (do francês découpage, derivado do verbo découper, recortar) significa, originalmente, o ato de recortar, ou cortar dando forma. Na indústria, indica um processo de fabricação de peças metálicas por recorte de superfície. Nas artes decorativas, um sistema de colagem de papel e papelão sobre objetos.
Em cinema e audiovisual, decupagem é o planejamento da filmagem, a divisão de uma cena em planos e a previsão de como estes planos vão se ligar uns aos outros através de cortes.
No nosso segundo exercício refilmamos e reeditamos um trecho do filme "Cidade dos Sonhos" (Mullholand Drive, 2001) do diretor David Lynch. Abaixo vemos a versão original seguida da nossa versão.
Gostaria que vocês alunos comentassem o exercício observando tudo que foi dito aqui.
Ex:
Plano 01 / Take 01 (primeira tentativa)
Plano 01 / Take 02 (segunda tentativa)
Plano 01 / Take 03 (terceira tentativa)
No processo de montagem, partes do início e do final de cada plano rodado são eliminadas, sendo determinada a sua duração definitiva, atendendo a critérios de ritmo e fluência. Um único plano pode ser dividido em trechos menores e dar origem a dois ou mais planos, que serão intercalados com outros dentro de uma cena ou sequência.
Além disso, se foram rodadas várias tomadas de cada plano, o montador deverá escolher qual delas é a melhor, levando em conta critérios de interpretação dos atores, qualidade técnica da fotografia, movimentos de câmara, som, enquadramento, etc. Portanto, na montagem, cada tomada é uma opção de plano.
No filme finalizado, o plano não será mais um trecho inteiro de filme rodado, mas apenas o trecho selecionado pelo montador. O plano é então percebido como um trecho de filme situado entre dois cortes.
Por outro lado, no filme pronto o plano não é mais um conjunto de tentativas de filmagem ou de opções de montagem, mas uma única escolha, montada em sequência com os demais planos do filme.
Tipos de plano em relação ao enquadramento:
• Plano geral: mostra uma paisagem ou um cenário completo.
• Plano de conjunto: mostra um grupo de personagens.
• Plano médio: mostra um trecho de um ambiente, em geral com pelo menos um personagem em quadro.
• Plano americano: mostra um único personagem enquadrado não de corpo inteiro (da cabeça até a cintura, ou até o joelho).
• Primeiro plano: mostra um único personagem em enquadramento mais fechado que o plano americano (em muitas situações, o primeiro plano é considerado sinônimo de close-up).
• Plano próximo, grande plano ou close-up (ou apenas close): mostra o rosto de um personagem.
• Plano detalhe: mostra uma parte do corpo de um personagem ou apenas um objeto.
Decupagem (do francês découpage, derivado do verbo découper, recortar) significa, originalmente, o ato de recortar, ou cortar dando forma. Na indústria, indica um processo de fabricação de peças metálicas por recorte de superfície. Nas artes decorativas, um sistema de colagem de papel e papelão sobre objetos.
Em cinema e audiovisual, decupagem é o planejamento da filmagem, a divisão de uma cena em planos e a previsão de como estes planos vão se ligar uns aos outros através de cortes.
No nosso segundo exercício refilmamos e reeditamos um trecho do filme "Cidade dos Sonhos" (Mullholand Drive, 2001) do diretor David Lynch. Abaixo vemos a versão original seguida da nossa versão.
Gostaria que vocês alunos comentassem o exercício observando tudo que foi dito aqui.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
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